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ERC apresenta Estudo "As Novas Dinâmicas do Consumo Audiovisual em Portugal"

A ERC apresentou, no dia 16 de maio, o Estudo As Novas Dinâmicas do Consumo Audiovisual em Portugal, na Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa. 

Este trabalho, desenvolvido em parceria com investigadores do Centro de Estudos de Comunicação e Cultura da Faculdade de Ciências Humana da Universidade Católica Portuguesa e especialistas da GfK Portugal, corresponde à 2.ª edição do projeto da ERC «Públicos e Consumos de Media» e apresenta como uma das principais conclusões o facto de a televisão continuar a ser a «rainha» do ecossistema mediático e o meio mais transversal a toda a sociedade.  

Com efeito, 99% dos inquiridos veem televisão de forma regular, sobretudo no lar, enquanto 60,5% utilizam frequentemente a internet; 68,2% acedem com regularidade a jornais e revistas; e 73% têm por hábito a escuta de rádio.

Salienta-se que perto de um quarto dos portugueses tem acesso apenas aos cinco canais em sinal aberto, o que fica a dever-se, antes de mais, a razões económicas.

No consumo televisivo, os portugueses preferem programas de «informação» e «telenovelas», «filmes» e «séries». Mais de 86% não utilizam o aparelho de televisão para outro fim além do visionamento televisivo.

Em simultâneo, o estudo identifica alterações importantes no consumo audiovisual em Portugal. As mudanças são claramente lideradas pelas gerações mais jovens.

Como se lê na introdução: «Os dados comprovam a existência de um fosso geracional nas práticas de consumo, entre as gerações mais velhas, que mantêm a televisão e a sala de estar como o principal meio e local privilegiado para o consumo de conteúdos, por oposição às gerações mais jovens que, não obstante manterem uma afinidade muito elevada com a televisão, diversificam os seus locais de consumo bem como os dispositivos através dos quais acedem a conteúdos audiovisuais».

São as faixas etárias mais jovens que dão corpo à ideia de «sala de estar eletrónica», com a maior utilização simultânea de «ecrãs» – destacando-se o smartphone (a seguir ao televisor, o dispositivo mais presente no lar dos portugueses) – e a crescente importância do multiscreening no consumo de conteúdos audiovisuais. Por outro lado, o consumo de conteúdos audiovisuais na web atinge já valores muito expressivos entre espectadores dos 15 aos 34 anos.

As mudanças estão também associadas à diversificação da oferta e à maior liberdade de escolha do momento e dos conteúdos que se pretende visionar.

Se a maioria dos espectadores continua a ver televisão «em direto», aumenta a percentagem daqueles que assistem em «diferido». Como a GfK Portugal detalhará durante a apresentação do estudo, em média, 20,5% da população portuguesa com 4 ou mais anos visualizou pelo menos 1 minuto de televisão em diferido, entre 1 de janeiro e 15 de abril de 2016. Nesta modalidade de visionamento, é o grupo etário dos 4 aos 44 anos que se destaca, mais de 25% da população portuguesa já contactou com esta funcionalidade. O consumo diferido tende a aumentar durante os fins-de-semana.

Complementarmente, o estudo aponta que a opção pelo visionamento televisivo em diferido deve-se mais à adequação ao ritmo quotidiano dos espectadores do que ao objetivo de «evitar a publicidade».

Disponível para consulta: versão ebook do Estudo